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Bolsonaro ignora apoiadora que pediu provas da suposta fraude nas eleições de 2018

  • Roberta R 

Em nova conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro se mostrou impaciente com a cobrança de uma eleitora. A mulher pediu ao presidente que apresente as provas de que foi vítima de fraude nas eleições de 2018, quando afirma ter ganho a eleição no primeiro turno. A cobrança da apoiadora é uma das novas correntes que circula nas redes sociais bolsonaristas: a de que tais provas poderiam demostrar que Bolsonaro é vítima de uma tentativa de golpe, conforme acreditam seus apoiadores.

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A teoria de fraude surgiu a partir do próprio presidente Jair Bolsonaro. Em evento oficial, nos Estados Unidos, em março, por exemplo, Bolsonaro afirmou que havia sido eleito em primeiro turno e que tinha provas da suposta fraude. O presidente ainda afirmou que divulgaria tais provas, mas recurou depois. A cobrança não parece ter agradado.

A mulher, que não teve seu nome divulgado, perguntou ao presidente quando ele divulgaria as provas. Bolsonaro então perguntou de que provas ela estava falando. Quando ficou claro do que a mulher falava, ele então perguntou: “A senhora é jornalista?”. A mulher então afirmou que não, que era apenas uma “tia do zap”. Bolsonaro então pediu calma.

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Durante boa parte de sua campanha, Jair Bolsonaro defendeu que as urnas eletrônicas facilitavam a prática de fraudes e defendeu o a aplicação de votos mecânicos, ou seja, papel e caneta. Diante das acusações de fraudes, o Tribunal Superior Eleitoral reagiu repudiando as falas do presidente e reafirmando a confiabilidade do processo eleitoral.

Depois de conversar brevemente com apoiadores, Bolsonaro seguiu para outros compromissos sem se dirigir a imprensa. Em recente ocasião, também em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi duramente criticado depois de se exaltar e mandar que jornalistas calassem a boca. O presidente se aproximou dos jornalistas para criticar a Folha de S. Paulo por uma notícia que afirmava interesse dele [Bolsonaro] na troca da superintendência da PF no Rio de Janeiro, mas se recusou a responder perguntas e atacou jornalistas.