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Bolsonaro usa facebook para afirmar que Moro mentiu sobre interferência em investigações

  • Roberta R 

Os reflexos da saída de Sérgio Moro do governo, bem como as acusações feitas, ainda aparecem aos poucos. Na manhã de hoje, pela conta oficial do twitter, o Presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo, onde a Dra. Susanna Val Moore aparece explicando sobre a estrutura da Polícia Federal e a autonomia do órgão. Susanna é presidente do Sindicato dos Policiais Federais em São Paulo.

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Ao longo do vídeo, Susanna explica que a autonomia da Polícia Federal é uma garantia dada pela estrutura do órgão. A presidente do sindicato afirma que a independência e autonomia da PF serão mantidas e explica que as investigações são submetidas ao Ministério Público Federal e que os principais atos necessitam de ordem judicial.

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O Presidente Jair Bolsonaro afirma que nunca trocou nenhum superintendente e que essas ações foram feitas exatamente por Sérgio Moro e Maurício Valeixo, enquanto estavam no cargo de ministro da Justiça e diretor-geral da PF. Bolsonaro acusa Moro de ter mentido em sua coletiva e nega ter tentando interferir nas investigações.

Pelo Twitter, Moro havia afirmado que “preservar a PF de interferência política é uma questão institucional, de Estado de Direito, e não de relacionamento pessoal”. O ex-ministro publicou a afirmação em defesa da acusação de que teria sido omisso em relação a casos envolvendo o Presidente Jair Bolsonaro. Em sua coletiva, Bolsonaro afirmou que precisou “implorar” para que aspectos da investigação considerassem fatos que o inocentavam. Moro afirma que defendeu o Presidente quando ele foi atacado injustamente.

Desde que a saída de Moro se concretizou e Bolsonaro replicou, diversas repercussões já aconteceram. Uma investigação por parte do STF foi pedida pelo procurador-geral da República Aras, para definir se houve crime de denuncia caluniosa, por parte de Moro, ou crimes de crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça e corrupção passiva privilegiada por parte do Presidente.