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Caso Miguel: Sarí é indiciada por abandono de incapaz e delegado diz quantos anos ela pode pegar de prisão

O crime que ocorreu com o pequeno Miguel, de apenas 5 anos de idade, deixou a população do Brasil inteiro em choque. O menino estava acompanhando sua mãe em um dia de trabalho quando o pior aconteceu. Miguel Otávio era uma criança feliz, cheio de sonhos e muito inteligente, mas infelizmente não está mais entre nós.

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A avó materna era quem olhava o netinho para que a filha trabalhasse tranquilamente, mas, naquele dia, ela teve uma consulta médica. Mirtes Regina, portanto, não teve escolha e levou seu filho junto ao trabalho, para a casa da patroa onde trabalhava como empregada doméstica, já que a creche onde seu filho estudava também estava fechada, por conta do isolamento social em decorrência da pandemia de coronavírus.

Naquele dia, tudo ocorria tranquilo como de costume, até que em determinado momento da tarde, a patroa manda que Mirtes leve sua cadela para passear. Miguel fica na casa, na companhia de mais duas crianças, filhos dos patrões. De acordo com as informações registradas em ocorrência, o menino começou a chorar sentindo falta de sua mãe.

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Caso Miguel Sari Corte Real presta depoimento e causa tumulto na Com isso, colocaram Miguel no elevador e mandaram que ele fosse a procura de sua mãe, foi quando o menino foi parar no último andar do prédio e caiu da altura máxima, causando sua morte na hora.

Hoje, quarta-feira, dia 01 de julho, cerca de um mês depois do acontecimento, o inquérito foi concluído e Sarí Gaspar Corte Real, primeira-dama de Tamandaré, ex-patroa da doméstica que perdeu seu filho, foi indiciada pela polícia, por abandono de incapaz.

Segundo o Delegado Ramon Teixeira, que esteve à frente das investigações, Sarí cometeu “crime preterdoloso” e pode ficar presa em regime fechado de 4 a 12 anos. Ainda de acordo com o chefe de Polícia, a ex-patroa de Mirtes Renata infringiu a Lei ao deixar a criança, que era menor de 10 anos, sozinha no elevador.

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Além disso, ela retornou para dentro do apartamento onde estava fazendo as unhas e não acompanhou a movimentação de Miguel pelo visor que fica no andar. Assim, a conclusão foi de que o abandono de incapaz ocorreu de forma dolosa.