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Como aconteceu a morte do menino Miguel que caiu do 9° andar

Miguel era filho da empregada doméstica Mirtes Renata que trabalhava há 4 anos para Sarí Corte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, há 100 km de distância da capital Recife.

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Mirtes Renata sempre deixou seu filho Miguel na creche para trabalhar, mas com o fechamento da instituição devido à pandemia, começou a deixar o filho aos cuidados da avó.

No entanto, na terça-feira, a avó da criança precisou se ausentar para ir ao médico e sem ninguém para deixar a criança, Mirtes precisou levar o pequeno Miguel junto para seu trabalho.

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Uma das atribuições de Mirtes na casa de Sari era levar o cachorro para passear e assim foi feito. Porém ao sair, seu filho Miguel que não estava acostumado com o local e chorando pela presença da mãe, corre em direção à porta que dá acesso ao elevador.

De acordo com as imagens das câmeras do elevador é possível ver a criança chorando e a Sari impaciente com a situação.

No momento seguinte, a primeira dama aperta o botão do elevador e deixa a criança completamente sozinha dentro do mesmo que sobe até o sétimo andar, mas quando a porta se abre ela não sai e aperta outro botão, o do nono andar, desembarca e cai de uma altura de 35 metros.

Quem encontra a criança jogada ao chão é a própria mãe ao retornar do passeio com o cachorro mas Miguel morre antes de dar entrada ao hospital.

A primeira dama foi presa em flagrante por homicídio culposo com base no Art. 13 do Código penal, que disserta do “não cumprimento da obrigação de cuidado, vigilância ou proteção”, porém foi solta ao pagar uma fiança de 20 mil reais. O caso de Miguel e de tantos outros, ocorre num cenário onde se discute e se manifesta sobre o valor e importância das vidas negras.