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“Estarei com 77 anos”, diz Lula ao descartar possível candidatura a Presidência em 2022

  • Roberta R 

Uma das grandes especulações não apenas da mídia, mas de toda a sociedade civil, é sobre quem estará no pleito a Presidência em 2022. Especialmente no caso do PT, questiona-se quem poderia assumir a candidatura e um dos nomes inevitáveis é o de Lula, mas o ex-presidente afirma que não tem interesse em correr pela presidência.

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Em entrevista a Leonardo Sakamoto, Lula afirmou que “se ainda tiver juízo”, em 2022, deseja ser cabo eleitoral para ajudar a eleger um candidato que se preocupe com o povo trabalhador. O ex-presidente lembrou que estará com 77 anos e fez uma análise sobre sua trajetória. “Eu acho que já cheguei longe demais”, refletiu.

“Espero que o Brasil e o PT não precise de mim”, afirmou. Lula explicou que para ser candidato em 2022 precisaria estar 100% de saúde, como esta agora em suas palavras, mas deu a entender que espera não precisar assumir esse papel. O ex-presidente revisitou parte da sua história e lembrou sobre os vetos da justiça em 2016, quando foi impedido de assumir a vaga de ministro da Casa Civil, e também em 2018, quando foi impedido de ser candidato a Presidência.

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Lula ainda foi cauteloso ao analisar a situação de Ramagem, indicado ao posto de diretor-geral da Polícia Federal que teve sua posse impedida pelo Supremo Tribunal Federal. Para Lula, é preciso que se investigue, mas o caso não pode se tornar uma guerra. Em suas palavras, caso comprovado a relação suspeita entre Ramagem e Bolsonaro, é bom para instituição e para a democracia brasileira que o nome não seja indicado.

Luís Inácio também analisou a situação de Sérgio Moro e afirmou que o ex-ministro é um juíz medíocre que caiu porque acreditou que poderia ser maior que o presidente da República. Na análise de Lula, Moro foi criado pela Globo e apoiou Bolsonaro para ascender ao poder, até o momento em que caiu e agora usa o PT para atacar Bolsonaro.

Quanto a Bolsonaro, Lula destacou que seu problema com o atual presidente é a ingerência, na sua opinião. Para Lula, é preciso que o governo federal assuma posição de maestro entre os entes federados e não alimente brigas entre governadores e prefeitos. Lula ainda ressaltou que o Brasil tem perdido prestígio no exterior, justamente quando começava a se tornar protagonista internacional.