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Governo abre inscrição para o Enem em meio a polêmica sobre o cronograma

  • Roberta R 

Mesmo com a desaprovação de especialistas, uma campanha popular contra em decorrência da crise global e o pedido contrário de várias Universidades brasil a fora, o governo confirma a manutenção do cronograma do Enem e abre hoje o prazo para inscrições. A partir das 10 h de hoje (11), estudantes de todo o Brasil poderão se inscrever para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio.

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No Brasil, há pelo menos dois meses, instituições de ensino tiveram seus anos letivos interrompidos em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Enquanto boa parte dessas instituições tem elaborado programas para o ensino a distância, especialistas, pais e alunos afirmam não ser suficiente para equiparar as condições. Muitos alegam que os problemas crônicos do ensino público estão ainda mais intensos durante a pandemia. Além disso, muitos alunos não possuem um ambiente confortável para estudar em casa e agora sem acesso a escolas ou bibliotecas, por exemplo, o estudo se tornou ainda mais difícil.

No Rio de Janeiro, 11 instituições cujo ingresso se da através do Enem assinaram um documento pedindo o adiamento do cronograma, alegando que a manutenção das datas prejudica uma parcela dos estudantes que já sofriam com a precarização do ensino antes e agora enfrentam uma situação nunca imaginada com o coronavírus. IFF, UFF, CEFET, UEZO, IFRJ, UFRRJ, UERJ, CP2, UNIRIO e UFRJ assinam o documento.

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Da parte do governo, o ministro da Educação Abraham Weintraub chegou a apontar a “esquerda” como articuladora das manifestações contra a realização do Enem e defende a aplicação do exame porque, em suas palavras, “enem não foi feito para corrigir injustiças”. Em outras declarações, Abraham já demostrou que sua visão acerca do exame é de que o Enem é uma competição.

A Justiça Federal de São Paulo chegou a decretar uma medida liminar para que o governo adiasse o cronograma, mas o Tribunal Regional Federal da 3ª Região acatou um recurso do governo e derrubou a liminar.