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Imagens mostram médica sendo agredida por frequentadores do ‘baile da covid’

  • Roberta R 

A Polícia Civil agora conta com imagens para esclarecer o que aconteceu no Grajaú, bairro na Zona Norte do Rio. Uma vizinha filmou a briga e entregou as imagens para a Polícia que investiga o caso. Nas fotos divulgadas é possível observar que Ticyana Azambuja é perseguida e espancada por frequentadores de festa irregular depois de depredar um carro.

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Azambuja é médica e atua diretamente no combate ao coronavírus, revoltada com a festa irregular, ela decidiu quebrar o retrovisor de um dos carros. O carro, que estava estacionado irregularmente, pertence ao policial militar Luiz Eduardo dos Santos Salgueiro, que também estava na festa.

Azambuja fugiu do local depois de quebrar o carro do policial, mas foi alcançada por um frequentador e carregada de volta ao local. Durante o trajeto, a médica foi brutalmente espancada por outros participantes da festa com socos e puxões de cabelo. Vizinhos contam que as agressões apenas pararam porque vizinhos começaram a gritar e pedir que deixassem a médica em paz, chamando a atenção dos agressores para a quantidade de pessoas observando e filmando a cena.

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A Polícia, Ticyana conta que foi ao local e tocou a campainha para pedir que o som fosse diminuido, alegando que precisava descansar já que trabalha em três hospitais e entraria em novo plantão dentro de algumas horas. De acordo com a médica, quem a atendeu pelo interfone apenas xingou e desligou, negando o pedido. Por isso, ela afirma que enquanto voltava para casa tomou a atitude contra o carro de um dos frequentadores.

A Corregedoria da Polícia Militar afirmou que abriu inquérito para apurar a ação do PM Luiz Eduardo que, apesar de não ser visto nas imagens participando das agressões, também não é visto fazendo nada para interrompe-las. Pelas imagens, a polícia civil foi capaz de identificar os agressores que já foram chamados para prestar depoimento.

A festa é uma balada irregular que acontece no bairro e conta com temática que ironiza as mortes do covid-19. Copos personalizados e até propaganda usando referências a doença são usados pelos organizadores. A festa contraria os decretos municipais contra aglomerações.