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Maranhão deve enrijecer medidas de isolamento por falta de leitos em UTIs

  • Roberta R 

Em decorrência da situação, cada vez mais delicada, do Maranhão em relação ao colapso do sistema público em decorrência do novo coronavírus, o governador do estado Flávio Dino (PCdoB) deve decretar medidas ainda mais rígidas de isolamento para conter o vírus. Apenas em São Luís, por exemplo, 119 dos 149 leitos de UTI disponíveis já estavam ocupados.

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Dino, no entanto, salientou que o novo decreto deve se restringir a capital do estado, que é a região que mais tem sofrido com o aumento do número de contágios. Segundo o governador, o novo texto deve se aproximar do chamado “lockdown”, que é o mais severo grau de isolamento que um governo pode impor em situações como essa.

Segundo a Secretária de Saúde Municipal, os leitos de enfermaria estavam com lotação em 58% (197, dos 337). No interior do estado, a situação é bem menos grave: 15 leitos de UTI ocupados, de um total de 81; 15 leitos de enfermaria ocupados, de um total de 168. Por conta dos números, Flávio Dino prevê que a medida mais rígida deve ser tomada apenas em São Luís.

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O governo estadual do Maranhão tem investido na ampliação de leitos da UTI, contratação de médicos e compra de respiradores. Na última semana, um novo lote de compras da China foi entregue e 27 novos leitos de UTI foram adicionados. Dino revela preocupação com a escalada de casos  no estado e atribui responsabilidade ao governo federal.

O governador maranhense afirma que fica muito difícil para os governos estaduais se mobilizarem diante da ausência do governo federal. Sobre encontro recente com o ministro da saúde Nelson Teich, Dino ressalta os pontos positivos e afirma que o novo ministro se comprometeu com a disponibilização de equipamento para os estados no nordeste.

O estado do Maranhão soma 3190 casos oficiais, com 184 mortes em decorrência de coronavírus e 734 casos recuperados. O número ainda pode ser maior, graças ao número de casos subnotificados. De acordo com Flávio Dino, as autoridades do estado esperam que o pico da doença seja atingida no fim de maio e o estado tenta preparar a rede de saúde.