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Médico que atuava na linha de frente do coronavírus morre no ES e comove toda a cidade

Os profissionais da saúde que atuam na linha de frente do coronavírus tem passado por grandes picos de estresse desde que a pandemia começou. Isso não só no Brasil, mas em todos os países onde essa doença chegou.

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Já são vários os estudos que apontam os riscos de saúde que esses profissionais passam em consequência do vírus, que vão desde o prejuízo da saúde mental, em função dos elevados níveis de estresse, até o risco de contrair a doença.

Esse, infelizmente, foi o destino de Adonai Albuquerque Machado, de 48 anos. O médico era servidor público há 13 anos e atuava no combate a pandemia pelo SUS, em Cachoeiro de Itapemirim e em Presidente Kennedy, no ES.

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Machado era concursado e atuava nas duas prefeituras com plantões alternados, no Pronto Socorro de Presidente Kennedy e no Pronto Socorro Paulo Pereira Gomes, em Cachoeiro de Itapemirim. Ambas as prefeituras lamentaram sua morte.

O médico estava internado no Hospital Unimed, da rede privada, em Cachoeiro de Itapemirim. Machado já estava na UTI, mas infelizmente não resistiu. O hospital confirmou o óbito.

O diretor do Hospital em Presidente Kennedy, Marco Sobreira, lamentou a morte do colega. “Não fumava, não bebia e nem tinha comorbidades”, declarou Sobreira. “Dedicado e querido por todos nós”, lamentou.

O caso comoveu as duas cidades e gerou uma onda de homenagens. Funcionários da rede da saúde de Presidente Kennedy realizaram uma espécie de carreata silenciosa em homenagem ao profissional.

Não foram divulgados detalhes sobre o sepultamento, mas o filho de Adonai fez um apelo em nome do pai. “Essa pandemia não é brincadeira”, afirmou João Emanuel Albuquerque.

O caso do médico confirma alertas das instituições de saúde mais renomadas mundo afora, o vírus é mais perigoso para alguns grupos, mas isso não significa que ele seja inofensivo para os demais grupos, todo cuidado é necessário.