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Novo estudo aponta anormalidades cardíacas em pacientes de covid-19 tratados com hidroxicloroquina e azitromicina

  • Roberta R 

O uso da hidroxicloroquina em pacientes da covid-19 se tornou um grande assunto a ser debatido desde que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, falou publicamente sobre isso e recomendou o uso. Em resposta quase que imediata, organizações de saúde e medicina de várias regiões do mundo, inclusive dos próprios Estados Unidos, alertaram sobre os riscos do uso impreciso da droga.

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No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, a exemplo de Donald Trump, falou diversas vezes sobre o uso da hidroxicloroquina e, em várias ocasiões, recomendou que a droga fosse administrada como tratamento em UTIs. Em resposta, desde 30 de março, a Anvisa modificou os critérios para a venda do remédio em farmácias, visto que um número grande de pessoas procurava a compra sem recomendação médica.

Desde então, cientistas tentam compreender quais são os riscos e benefícios do uso da hidroxicloroquina no tratamento contra o covid-19. Já se sabia que a droga pode ter efeitos reversos em pacientes de diferentes comorbidades, podendo levar a morte em alguns casos. Agora, um novo estudo, publicado na revista científica Nature Medicine, aponta para os possíveis danos cardíacos do uso da hidroxicloroquina e do antibiótico azitromicina no combate ao novo vírus.

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Lior Jankelson, cardiologista da Escola de Medicina da U. de Nova Iorque, coordenou uma pesquisa ao lado de outros 12 pesquisadores, onde 84 pacientes foram avaliados durante internação em centro médico. A conclusão do estudo aponta que ambas as medicações, de forma independente, contribuem para a anomalia dos ritmos cardíacos dos pacientes.

O estudo publicado aponta o aumento da chance de morte súbita em decorrência de ataque cardíaco em pacientes submetidos a droga. O principal problema, observado pelos pesquisadores, é o aumento do intervalo entre as batidas do coração, que pode deixar o paciente mais sujeito a quadros de arritmia cardíaca. Ainda no estudo, os pesquisadores apelam que os médicos que optarem pelo tratamento combinado das duas medicações façam o monitoramento constante dos pacientes.

A publicação do estudo corrobora a decisão da FDA, a equivalente estadunidense a ANVISA brasileira, que alertou a comunidade médica sobre os riscos do uso da hidroxicloroquina no combate ao covid-19. No comunicado, a FDA alertou sobre os riscos de fibrilação ventricular, arritmias, aumento do intervalo QT e comunicou casos de morte pelo uso da droga.