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STF abre inquérito para investigar o ministro Abraham Weintraub por crime de racismo

  • Roberta R 

Dias depois de ser elogiado pelo Presidente Jair Bolsonaro em coletiva, Abraham Weintraub se tornou alvo de inquérito pelo Supremo Tribunal Federal. A investigação é sobre o possível crime de racismo cometido pelo ministro da educação. Pelo twitter, o ministro publicou uma tirinha da Turma da Mônica e acusou a China de se favorecer com o covid-19.

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No tweet, Abraham Weintreub faz uso da troca do r pelo l, flexão comum do personagem Cebolinha. Mas, além disso, em referência a própria imagem e ao contexto, Abraham estava também implicando que a China possui interesses geopoliticos com a crise do novo coronavírus. A publicação, no entanto, contém preconceito linguístico e pode configurar crime de racismo. Yang Wanming, embaixador da China no Brasil, reagiu chamando o ministro brasileiro de racista.

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Com isso, Weintraub se torna o primeiro ministro de Bolsonaro a ser investigado. Desde que a decisão foi publicada, o ministro ainda não se pronunciou a respeito. O presidente Jair Bolsonaro também não se manifestou ainda, mas Weintraub é um grande aliado do presidente e é esperado que ele se manifeste sobre o assunto.

A publicação de Weintraub no twitter, a principio, gerou repercussão não apenas por parte da embaixada chinesa, mas também de boa parte da oposição. Reagindo a reação negativa, Weintraub excluiu a publicação mas não se retratou diretamente sobre a fala. No mesmo período, falas de Eduardo Bolsonaro também contribuíram para uma onda de comentários negativos, baseados em notícias falsas de que a China teria criado o novo coronavírus ou que a China se beneficia propositalmente com a pandemia.

A abertura de inquérito foi feita pelo Ministério Público Federal, que acredita que a fala do ministro “configura, em tese, a infração penal prevista na parte final do artigo 20 da Lei 7.716/1989, que define os crimes resultantes de preconceito”. Acatando o pedido do Ministério Público, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, determinou a abertura de inquérito e recusou a possibilidade de a investigação seguir em sigilo.